quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ano Novo...Planejamento também novo

Caros colegas, conseguimos viver para enfrentarmos mais um ano letivo, isso é bom. Temos muito trabalho, queremos e buscamos muitas coisas e a maioria dessas será alcançada se planejarmos nossas ações. Se na vida temos a necessidade de planejar, organizar e capricharmos muito para que as coisas dêem certo, no profissional mais ainda, pois os resultados não dependerão apenas de nós.
Na escola dependemos do coletivo. É necessário termos em mente que o sucesso da escola, ou seja, a tão sonhada qualidade na educação, passa pelo trabalho coletivo. A pluralidade das decisões, que caracteriza a gestão democrática é a força da instituição escolar, no momento em que a gestão abandona esse eixo, deixa de ofertar um caminho vitorioso aos que labutam com ela. O amalgama dessa polifonia está no Projeto Político Pedagógico da escola, e dele devem partir todas as ações durante o ano letivo, a começar pelo planejamento anual (entendido como um plano da escola, onde demonstra-se as intenções da escola para o ano em curso)e o plano de ensino de cada professor. A respeito do primeiro, o Planejamento anual, recomendo a leitura do material "Planejamento educacional e PPP", postado em www.slideshare.net . Quanto ao plano de ensino, faremos algumas observações, a seguir.
Ao invés de darmos exemplos e modelos de planos de ensino, o que consdero, além de irrelevante desnecessário, iremos conceituar o ato através de algumas perguntas, vejamos:

1. Para quem eu vou ensinar?

Com essa primeira pergunta lembramos que devemos conhecer nossa clientela, saber quem serão nossoas alunos no novo ano, ou se aqueles nossos mesmos alunos passaram por alguma experiência durante as férias que modificou sua visão de mundo e seu comportamento. Podemos fazer essa avaliação através de um simples conversa ou por instrumentos avaliativos pensados para esse fim. Nesse diagnóstico inicial devemos pensar as questões cognitivas, afetivas e sociais.

2. O que vou ensinar?

Baseados n diagnóstico inicial passamos a pensar o currículo. Não desejamos detalhar a questão curricular, mas lembramos que o que iremos ensinar não é uma escolha individual, mas estarão primeiramente em consonância com os PCNs e com as DCNs. Também devem coadunar-se com a política estadual de ensino e finalmente com o que foi estabelecido pela comunidade escolar, registrado no PPP e no Planejamento Institucional.

3. Para que eu vou ensinar?

Todos os conteúdos escolhidos e registrados na questão 2 devem passar por essa pergunta. Devemos ter certeza das necessidades que serão supridas pelos ensinamentos sob nossa responsabilidade. Sabemos que muitos conteúdos continuam sendo ensinados simplesmente por estarem no livro didático ou por serem prérrequisitos para outras aulas, isso pode ser evitado ao buscarmos responder com sinceridade a essa pergunta e separarmos apenas aqueles pontos que nos derem uma resposta justa.

4. Quando vou ensinar?

O plano de ensino deve ter um cronograma. Esse cronograma deverá respeitar o planejamento da escola, ser pensado a partir dele, isso evitará que professores, alunos e coordenação pedagógica sofram com projetos que necessitam contribuições que os professores alegam não poder dar.

5. Como ensiar?

A metodologia de cada professor deve fazer parte da metodologia escolhida pela escola. Não podemos pensar que o professor da escola pública possui liberdade total em sua sala, pelo contrário, ele deve seguir o que foi acordado pelo coletivo da escola. Por isso a importância da gestão ser democrática, pois se ela não for democrática com certeza causará problemas a todos os atores do processo educativo. Essa metodologia deverá ser adequada com ações sistemáticas e intencionais do professor e clarificadas no plano de ensino.

6. Como saber se o que eu estou ensinando está sendo aprendido?

Finalmente chegamos ao final do plano de ensino e devemos nos certificar de seus resultados, isso ocorrerá pela avaliação. Devemos lembrar de prever avaliação não só para o processo de aprendizagem, mas também para o de ensino.

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